"Kvetch" Steven Berkoff, uma co-produçao Seiva Trupe (Porto/Portugal) e Teatro do Morcego (Galiza/Espanha), com direcçao de Álvaro Lavín, no Teatro Campo Alegre.
"Janis e a Tartaruga", uma produção do Cine-Teatro Constantino Nery - Teatro Municipal de Matosinhos, com encenação de Luísa Pinto tendo como protagonista a actriz Filomena Cautela irá em digressão pelo Brasil. Dia 20/04 será abertura do evento as 20h30 no Teatro Sérgio Cardoso , em São Paulo, onde acontecera um Colóquio sobre intercâmbio entre Brasil/Portugal, com a classe artística da cidade e autoridades representantes da cultura dos dois países. A sua primeira apresentação será dia 21/04 em São Bernardo Do Campo, no Teatro Cacilda Becker em S. Paulo. Integrando o IV Circuito de Teatro Português , o espectáculo aborda a história de uma jovem pelas estradas de um país em mudança, uma entre muitos jovens que decidiram fazer frente a uma América que colocou tartarugas lentas pelo caminho. Também em S. Paulo no dia 22/04 no Teatro Santos Dumont - Fundação das Artes – A terceira em S. Paulo no Teatro Gazeta.
E DEPOIS DA COVID 19: O TEATRO? Não tenho o discurso panglossiano de “o teatro sempre viveu em crise (ou sempre se disse que o teatro estava em crise) e nunca morreu”. Fora boa vontade, ele não corresponde ao rigor da verdade. Mesmo na Europa, desconhece-se notícia de teatro entre os séculos IV/V e o XI/XII. E civilizações houve que viveram – e atingiram magnitudes, mesmo de lazer, fulcrais no seu interior – que desconheceram o teatro, tanto quanto se sabe: pesquise-se em civilizações da África, sobretudo interior, ou no Continente Sul-Americano antes da chegada dos colonos europeus, por exemplo. Contrapor as danças tribais ou cerimónias religiosas de ritualismo por afirmação teatral é esquecer que o teatro o é, como o disse Brecht (e eu há muito que deixei de ser brechtista), no momento em que (nascendo daí) ele se desprende da Religião, para se afirmar actividade própria. A não ser assim, então teatro é tudo o que é mimésis ou diálogo presencial. Mas eu não estou a falar disso...
O FITEI, um dos maiores eventos portugueses dedicado às artes de palco, está de regresso em Maio para a sua 33ª edição, que decorre de 28 de Maio a 10 de Junho. Ecléctico e aberto às mais variadas explorações estéticas, o festival, que se realiza no Porto e em Matosinhos, tem o mérito de cruzar linguagens clássicas com abordagens manifestamente vanguardistas. Nesta edição destacam-se as propostas de intervenção no espaço urbano, havendo ocupação artística de vários lugares emblemáticos da cidade. Tal como nos anos mais recentes do festival, a abertura oficial realiza-se no Teatro Nacional São João. O espectáculo “Hnuy illa”, das companhias espanholas Kulai e Tanttaka, que une dança de inspiração basca, teatro e poesia, tem a honra de abrir a programação. África, América e Europa são os continentes que marcam presença no FITEI 2010. Palácio da Bolsa, Cineteatro Constantino Nery, Mosteiro de São Bento da Vitória e Contagiarte são alguns dos espaços deste festival.