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MENSAGEM DO DIA MUNDIAL DO TEATRO DE 2011

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Este é o momento exacto para uma reflexão sobre o imenso potencial que o Teatro tem para mobilizar as comunidades e criar pontes entre as suas diferenças. Já, alguma vez, imaginaram que o Teatro pode ser uma ferramenta poderosa para a reconciliação e para a paz mundial? Enquanto as nações consomem enormes quantidades de dinheiro em missões de paz nas mais diversas áreas de conflitos violentos no mundo, dá-se pouca atenção ao Teatro como alternativa para a mediação e transformação de conflitos. Como podem todos os cidadãos da Terra alcançar a paz universal quando os instrumentos que se deveriam usar para tal são, aparentemente, usados para adquirir poderes externos e repressores? O Teatro, subtilmente, permeia a alma do Homem dominado pelo medo e desconfiança, alterando a imagem que têm de si mesmos e abrindo um mundo de alternativas para o indivíduo e, por consequência, para a comunidade. Ele pode dar um sentido à realidade de hoje, evitando um futuro incerto. O Teatro pode intervir...

Exactamente Antunes - Jacinto Lucas Pires

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No âmbito do showcase Odisseia, reapresenta-se essa portuguesíssima variante de Ulisses que é Antunes, personagem inventada pelo artista plástico do modernismo que foi também poeta, ensaísta, dramaturgo, caricaturista, actor, bailarino: José Sobral de Almada Negreiros (1893-1970). Mas ao adaptar, reescrever e/ou reinventar esse peculiar “romance de aprendizagem” que é Nome de Guerra, Jacinto Lucas Pires transferiu para a cena não apenas o estreante Antunes, mas toda a sua luxuriante fauna: o experimentado D. Jorge, Judite – a tal que, de facto, não se chama assim –, a angelical Maria, o tio, o próprio Autor de fato-macaco e grandes “olhos almada-negreiristas”. Com encenação de Cristina Carvalhal e Nuno Carinhas , Exactamente Antunes será quase tudo e o seu contrário: comédia romântica, folhetim lisboeta, documentário social, musical americano, falso melodrama. Ou tão-só um teatro para experimentar a ingenuidade e o engenho de Almada – esse “menino com olhos de gigante”, nas palavr...

A SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA

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Centro Cultural Vila Flor/Guimarães/17|mar|2011

"Missa do Galo" no Cine-Teatro Constantino Nery

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A Acácia Vermelha - Manuel Poppe

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Um Engenheiro é contratado por seis meses para ultimar um serviço em terras de África (São Tomé e Príncipe? Cabo Verde? Angola? Moçambique? ). Vive numa vivenda rodeada de todas as mordomias, com as gentes da terra que o mimam dia a dia. Uma jovem rapariga, Ednilza, relaciona-se com ele de uma forma mais efusiva e sonhadora. E dia a dia, o sonho vai aumentando, até chegar, friamente, a realidade, como sempre. Texto Manuel Poppe - Encenação Valdemar Santos - Interpretação Flávio Hamilton + Inah Santos + Miguel Rosas + Odete Môsso + Pedro Carvalho + Pedro Damião 3 a 13 de Março de 2011, na Sala Latino do Teatro de Sá da Bandeira - Porto.

Histórias de Família - Biljana Srbljanovic

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O Teatro Bisturi, apresenta Histórias de Família de Biljana Srbljanovic, com direcção de actores de Daniel Pinto. Com tradução de Maria do Céu Ribeiro e interpretação de Cátia Guedes, Cristovão Carvalheiro, Miguel Lemos e Rita Lagarto, Histórias de Família é uma visão mordaz e critica do nacionalismo sérvio e da sua pesada herança numa negra e irónica comédia trágica. "Todas as personagens desta peça são crianças. Conforme as necessidades da história, elas envelhecem e rejuvenescem. Às vezes, mudam de sexo. Não há razão para espanto. Os actores, em compensação, não são crianças. Nesta peça, são os adultos que fazem de crianças, que, por sua vez, fazem de adultos. Também não há razão para espanto. Haverá muitas outras razões para espanto. Os heróis desta peça não são os pobres, nem pelo seu carácter, nem pela sua vida quotidiana. São os cidadãos de um país em ruínas." Estúdio Zero, Rua do Heroísmo, nº 86,Porto,Fevereiro/2011

"Missa do galo" - Carlos Tê e Manel Paulo

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A Missa do Galo segue livremente a estrutura dramática e litúrgica duma missa católica romana. Inspira-se nas velhas Missas do Galo transmontanas com desgarradas assentes em motes do Evangelho, acompanhadas à concertina, aqui substituídas por canções. O galo desta missa é o Homem que ascendeu ao poleiro da ciência e da tecnologia e que, perante o espelho da sua admirável prosperidade, tem um assomo de melancolia ao perceber que, apesar de ter tudo, continua a padecer da inveja, da mesquinhez e da ganância. A missa recorre à metáfora central duma barca que atravessa a História num roteiro de factos e alertas contra os perigos da repetição e do esquecimento. Nesse percurso eucarístico, com vista à redenção e ao perdão, o galo tropeça num paradoxo: o conhecimento concedeu-lhe o livre-arbítrio que lhe permitiu emancipar-se do velho pai castigador, mas, ao mesmo tempo, depositou-lhe na alma uma momentânea nostalgia do tempo em que o Pai ralhava com ele pelos erros cometidos. Vê-se assim con...