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Janis e a Tartaruga

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Janis é uma jovem à boleia pelas estradas de um país em mudança. A força interior que a acompanha nesta viagem é apenas um reflexo de uma geração que incorporou a mudança social como o maior dos desejos colectivos. Janis é a voz de uma juventude que procurou encontrar-se a si própria através do excesso e que procurou na diferença um manifesto para a auto-afirmação. O espaço-tempo desta peça encontra frente-a-frente as drogas e a libertação sexual, a música rebelde e os sentimentos anti-guerra, a luta anti-racista e o alcance de uma existência mais verdadeira. Muitos verão em Janis a figura lendária de Janis Joplin. Outros sentirão que aquela que caminha é apenas uma entre muitos jovens que decidiram fazer frente a uma América que colocou tartarugas lentas no caminho. “Janis e a Tartaruga” não é uma biografia. É apenas, de alguma forma, uma visita à geração dos sessenta. Ficção, monólogo, uma rapariga, uma tartaruga... e outra que aparece no lugar de cada um de nós. O monólogo escrito ...

Casimir et Caroline - Ödön von Horváth

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Munique, anos 1930, uma noite na festa da cerveja, posto de observação que Ödön von Horváth escolheu para contar, em Casimir et Caroline, a euforia angustiada de uma geração a viver o pesadelo do período entre as duas Guerras Mundiais. Uma peça política, sem “mensagem” e sem moralismos de circunstância, que permite a Emmanuel Demarcy-Mota prosseguir a sua pessoalíssima reflexão sobre a condição dos heróis contemporâneos, homens sem qualidades submersos em violentas crises identitárias, primos direitos do Bérenger de Rhinocéros, de Ionesco , ou do Galy Gay de Homme pour homme, de Brecht. “Carrossel fúnebre”, lemos numa recensão crítica a este espectáculo rigoroso e feérico, de uma tristeza serena, o primeiro que Demarcy-Mota assinou na qualidade de director do parisiense Théâtre de la Ville. 9 de jul/2010 no Teatro Nacional de S.João/Porto

Fim de Partida-Samuel Beckett

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O universo de questionamento sobre o absurdo da condição humana tem neste espectáculo uma força pouco comum. Esta obra-prima de Samuel Beckett apresenta uma série de personagens que interagem por hábito e dependência, mas que alimentam sentimentos algo sinistros entre elas. Nell e Nagg perderam as pernas e vivem fechados em grandes latas de lixo, constatando que não há nada mais engraçado do que a desgraça. O seu filho Hamm é cego e ocupa o centro da cena, sentado no seu cadeirão de rodas. Clov, o seu empregado, fala da sua vontade de abandonar ou matar Hamm. Uma produção do Cine-Teatro Constantino Nery/Matosinhos,de 09/06 a 30/06/2010, Encenação: Julio Castronuovo; Elenco: António Reis, João Melo, Romi Soares, João Paulo Costa; Cenografia: Carlos Barreira; Figurinos: Luísa Pinto; Desenho de Luz: Júlio Filipe.

Dies Irae, en el requiem de Mozart - Companhia Marta Carrasco

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Foi inspirada pelo "Requiem", a famosa obra fúnebre de Mozart, que a coreógrafa e bailarina espanhola Marta Carrasco criou este espectáculo. Em palco, 13 intérpretes (entre actores, bailarinos e músicos) representam o Dia do Juízo Final, tema a que se refere o «Dies Irae», um dos movimentos desta obra litúrgica. O medo e a impotência perante a morte misturam-se aqui com a fúria, a revolta e o desespero, numa pluralidade artística característica do trabalho desta artista. Uma criação e direcção de Marta Carrasco,esta companhia Espanhola integra o Fitei/2010, dia 07/06 no TNSJ/Porto.

Júlio Cardoso-Prémio Nacional de Teatro Ruy de Carvalho

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PRÉMIO NACIONAL DE TEATRO RUY DE CARVALHO PARA JÚLIO CARDOSO No próximo sábado, dia 8/05/2010, e no âmbito do ETC - Encontro Nacional de Teatro, o actor / encenador Júlio Cardoso receberá das mãos de Ruy de Carvalho o galardão com o nome deste último artista, que visa reconhecer o trabalho desenvolvido por uma personalidade na área teatral.

FITEI/2010

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O FITEI, um dos maiores eventos portugueses dedicado às artes de palco, está de regresso em Maio para a sua 33ª edição, que decorre de 28 de Maio a 10 de Junho. Ecléctico e aberto às mais variadas explorações estéticas, o festival, que se realiza no Porto e em Matosinhos, tem o mérito de cruzar linguagens clássicas com abordagens manifestamente vanguardistas. Nesta edição destacam-se as propostas de intervenção no espaço urbano, havendo ocupação artística de vários lugares emblemáticos da cidade. Tal como nos anos mais recentes do festival, a abertura oficial realiza-se no Teatro Nacional São João. O espectáculo “Hnuy illa”, das companhias espanholas Kulai e Tanttaka, que une dança de inspiração basca, teatro e poesia, tem a honra de abrir a programação. África, América e Europa são os continentes que marcam presença no FITEI 2010. Palácio da Bolsa, Cineteatro Constantino Nery, Mosteiro de São Bento da Vitória e Contagiarte são alguns dos espaços deste festival.

Homens de Escabeche-Ana Istarú

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Numa encenação de António Feio, esta divertida obra conta a vida de uma mulher que vive em busca do grande amor da sua vida, "esse homem que possa conservar para sempre em escabeche"... Um texto vital, dominado pela emoção, contando como uma mulher, desde muito cedo, vai formando a sua concepção das relações amorosas através das mensagens que a sociedade lhe dá... HOMENS DE ESCABECHE, uma produção da Seiva-Trupe, cujos protagonistas são JOANA ESTRELA e JOSÉ FIDALGO. A cenografia tem a assinatura de Marta Silva e os figurinos são de Bárbara Gonzalez Feio com desenho de luz de Julio Filipe. Esta peça será apresentado em estreia absoluta em Portugal e estará em cena no Teatro do Campo Alegre/Porto, durante o mês de Maio e Junho de 2010.