Mensagens populares deste blogue
AGENTES DA ORDEM GRAMATICAL | Maria Gabriela Funk
" A originalidade deste texto teatral é grande e estamos seguros que ele vai agarrar os leitores e aqueles que destas personagens apenas recordam o nome. A Vida, que é o espectáculo do mundo, é que se revê nesta teatralização de conteúdos da disciplina de Português, mais precisamente, da aula de gramática. E que aula! Tem todos os ingredientes para resultar. (...) O convívio com aquelas categorias-personagens, os agentes da ordem gramatical, que nesta peça adquirem carne e osso sobre o palco, vai enriquecer o imaginário linguístico dos escolares e restantes cidadãos, falantes e estudiosos da língua, a qual, convém ter presente, é a primeira instituição social: nada existe na sociedade sem que antes tenha sua existência na língua - pela concepção, pelo pensamento e pela fala." do Prefácio à obra da autoria do Professor Esteves Rei A peça de Maria Gabriela Funk OS AGENTES DA ORDEM GRAMATICAL, que tem como encenador Bruno Schiappa, o desenho de luz tem a assinatura de Júli...
Augusto Boal 1931/2009
Todos podemos fazer teatro. Todos podemos ser personagens das nossas próprias vidas. Era nisto que acreditava o dramaturgo brasileiro de ascendência portuguesa Augusto Boal, fundador do Teatro do Oprimido, que morreu sábado 02/09, aos 78 anos, no Rio de Janeiro. A ideia de Boal é simples: todos somos teatro. E, sendo o teatro a capacidade humana de nos observarmos em acção, precisamos de recuperar a nossa capacidade de actuar. O Teatro do Oprimido não surge por acaso na vida de Boal: foi uma necessidade, uma resposta criativa aos problemas que foi encontrando, uma vontade de pôr o conhecimento e os instrumentos teatrais ao serviço do combate à injustiça e à exploração. E parece uma resposta que o próprio Boal integrava no conjunto das suas práticas, como activista político, como militante cultural, como interventor teatral, como cidadão do mundo. Quando estava no exílio Chico Buarque dedicou-lhe a canção-carta Meu Caro Amigo ( 1976). "Meu caro amigo eu não pretendo provocar/ Nem a...