A Mãe-Bertolt Brecht

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A Mãe sofreu sucessivas revisões após a sua estreia em 1932, resultando num dos mais conseguidos e cinzelados processos de formação da consciência no primeiro teatro do dramaturgo alemão. Ultrapassando definitivamente o mero didactismo, Brecht deixa que Pelagea Vlassova – a “mãe” que protagoniza a peça, aqui representada por Teresa Gafeira – aprenda a interpretar a luta do seu filho contra a iniquidade czarista. De dona de casa apaziguadora transformar-se-á em revolucionária activa, porta-estandarte de uma utopia nova, projecção fantasmática da figura de Rosa Luxemburgo.
Companhia de Teatro de Almada no Teatro Nacional S.João/Porto-19 a 21 Fev/2010

Vice Versa-Victor Hugo Pontes

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Partindo do universo dos artistas plásticos Jake & Dinos Chapman, a ideia é construir uma história sem pés nem cabeça, ou com muitos braços, dedos, narizes e várias cabeças, num processo que vai acompanhando o desenvolvimento do conceito de Tempo durante a infância.
O ponto de partida é a concepção muito especial que as crianças têm do Tempo e que será explorada a partir do modo como elas tomam consciência do próprio corpo. Será um espectáculo em que as imagens e os gestos substituem as palavras, criando a multiplicidade de sentidos própria do imaginário infantil, e onde no final as crianças construirão a sua própria narrativa.
Quanto tempo falta para ser grande? Se ficar com um dedo preso debaixo do pé durante 5 minutos isso é muito tempo? O que acontece se os ponteiros do relógio pararem? Quando estamos a voar a nossa cabeça voa connosco? E o corpo? E se não conseguirmos voar muito depressa?
O espectáculo assumirá o ritmo compulsivo e desafiador das perguntas sem resposta que as crianças colocam aos adultos, procurando acompanhar o próprio ritmo da idade das descobertas.
Centro Cultural Vila Flor/Guimarães
Qui 04 e Sex 05 Fevereiro | 10h00 e 15h00
Sáb 06 Fevereiro | 16h00

"O Escurial" de Michel de Ghelderode-Teatro Art'Imagem

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Um rei, vagueia solitário na sua própria loucura e diverte-se com ela. Num espaço muito próximo, a rainha agoniza no leito de morte, envenenada, assassinada no seu próprio palácio. Um monge prepara-se para as honras fúnebres, observando de perto a clepsidra do expirar de mais uma alma. Nos bastidores deste terror, um bobo, tratador de cães, obriga-se por dever, divertir o rei, nos jogos que este mesmo cria, para conforto do seu sadismo e crueldade.Tudo se passa nos últimos momentos de vida da rainha.
"O Escurial", de Michel de Ghelderode,
com encenação e interpretação
de Flávio Hamilton, Pedro Carvalho e Valdemar Santos,
no Espaço Maus Hábitos,Rua de Passos Manuel, 178, Porto,
dias 6 a 8 Janeiro e 13 a 16 Janeiro, 22h00

"CRATERA- AS CRIANÇAS COM SEGREDOS" /TEATRO BRUTO‏

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A mulher, como belo sexo, suporta também a condenação de o ser, suscitando os mais extremos desejos do homem, por vezes ao limite das coisas, ao limite da morte. O mundo persiste falocrático e a mulher prossegue como adorada e menosprezada ao mesmo tempo. “Cratera, As Crianças com Segredos”, propõe uma maneira mais difícil de ver uma mulher. Propõe que ela seja vista através de um homem, um actor que, nada disfarçando-se, é Beatriz, a irmã de um estranho Miguel que, na ausência dos pais, toma as rédeas da família que resta. Miguel diz à irmã que os homens sempre olham para as mulheres como se estas estivessem nuas, e Beatriz pensa que melhor seria se fosse também um homem para poder sair livremente à rua, sem perigo. Mas o perigo, aqui, vem de quem se espera cuidado, vem dessa louca e complexa componente do amor, a posse, que, degenerando, facilmente chega ao grotesco e ao desumano. Esta mulher, que somos obrigados a ver através do corpo de um homem e, por isso, nos custa despir, é uma manifestação simples do desespero de se ser aprisionado por um desejo desequilibrado. É uma mulher no mundo de um homem, como se a existência, em si mesma, fosse domínio dos homens e a eles apenas devesse prestar contas.
| Texto: valter hugo mãe | Encenação, cenografia e figurinos: Ana Luena | Música: Rui Lima e Sérgio Martins | Desenho de luz: Rui Monteiro | Intérpretes: Carlos António, Pedro Mendonça e Sílvia Silva | Direcção de produção: Susana Lamarão |
Fábrica Social-Rua da Fábrica Social s/n4000-201Porto

Otelo-Shakespeare-ACE/Teatro do Bolhão

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Eu Sou a Minha Propria Mulher-Doug Wright

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Tim Burton MoMA

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Chama-se simplesmente Tim Burton e estará patente no MoMA, em Nova Iorque, entre 22 de Novembro e 26 de Abril de 2010. A exposição inclui materiais gráficos criados durante a produção dos seus filmes, assim como peças ligadas a trabalhos nunca concretizados, criações dos seus dias de estudante, assim como trabalhos que Tim Burton criou para trabalhos exteriores ao cinema, entre os quais ilustrações. A exposição junta às salas que se poderão visitar um ciclo de cinema.